METODOLOGIA ESPORTIVA

Durante e após a realização deste trabalho, alcançamos algumas interessantes conclusões. Inicialmente verificamos uma significativa carência de estudos científicos sobre os treinamentos
técnicos, táticos, físicos e psicológicos dos goleiros de futebol de
campo.
Destacamos também a importância de uma elaboração rigorosa do planejamento do treinamento em razão das especificidades
dos fatores que envolvem a preparação dos goleiros de futebol de
campo. Nesse contexto, destacamos uma abordagem plural (com
as preparações técnica, tática, física e psicológica) para uma fun-
ção singular (a de goleiro). Essa abordagem plural, entendemos
nós, determina aos clubes de futebol a contratação de treinadores
de goleiros graduados em Educação Física.
Consideramos essencial a adoção de treinamentos das capacidades psicológicas para os atletas de futebol, em geral, e para os
goleiros, em particular. Destacamos, para o trabalho com os goleiros, algumas capacidades psicológicas: a atenção, a concentra-
ção, a liderança, a motivação e o controle do estresse.
No âmbito da preparação física, recomendamos treinamentos específicos para goleiros, fundamentados na força explosiva,
na agilidade, na flexibilidade e nas resistências aeróbia e anaeróbia.
Com base nas conclusões acima expostas, recomendamos aos
estudiosos do futebol, professores e acadêmicos de Educação Física
e treinadores de goleiros de futebol de campo a elaboração de estudos científicos sobre a periodização de treinamento para goleiros,
conjugando todos os fatores que envolvem a preparação adequada
destes atletas, visando a elevação de suas possibilidades físicas,
psicológicas, táticas e técnicas.
O treinamento específico para goleiros, realizado segundo uma
metodologia científica, não pode prescindir das contribuições da
academia, representada pelos cursos de formação profissional em
Educação Física. Seria bastante recomendável a inserção dos treinadores de goleiros sem formação acadêmica nos cursos de graduação em Educação Física, uma vez que muitos desses profissionais
atualmente fundamentam suas estratégias de trabalho apenas no
senso comum e/ou na experiência que têm da condição de ex-atletas profissionais.




QUALIDADES FISICAS PERTINENTES AO TREINAMENTO DE GOLEIROS



 1      Resistência Aeróbica.
2        Resistência Anaeróbica Lática.
3        Resistência Anaeróbica Alática.
4        Força Dinâmica.
5        Força Explosiva.
6        Agilidade.
7        Velocidade de Reação.
8        Coordenação.
9        Flexibilidade.
10    Treinamento com Peso.
11    Rotina Simples de Alongamento.
12    FLEXIBILIDADE – Métodos de Trabalho.
1.   Quantos aos métodos de Trabalho da Flexibilidade.
2.   Métodos Ativos.
3.   Métodos Passivos.
4.   Outra Classificação Proposta de Acordo com os seus Métodos de Execução.
13    Texto Motivacional. 


RESISTÊNCIA AERÓBICA

Aeróbica há oxigênio suficiente para a queima de substâncias energéticas.
- São estímulos de média (2 a 8 minutos) e de longa duração (acima de 8 minutos) utilizando energia de glicose e dos ácidos graxos. 

RESISTÊNCIA ANAERÓBICA ALÁTICA

Definição: Mobilização energética sem utilização de oxigênio, em um espaço de tempo de 0 a 10 segundos, utilizando o fosfogênio como fonte de energia imediatamente disponível para o músculo.


RESISTÊNCIA ANAERÓBICA LÁTICA


Definição: São estímulos de 10 segundos a 2 minutos, utilizando a quebra do glicogênio muscular com rapidez com uma taxa respectivamente alta de formação de lactato.

FORÇA DINÂMICA

Definição: Força que o sistema neuromuscular pode desenvolver por uma contração voluntária dentro de uma determinada seqüência de movimentos.

FORÇA EXPLOSIVA


Definição: Capacidade de desenvolver uma força num curto intervalo de tempo. A força explosiva depende da velocidade de contração das unidades motoras das fibras musculares. (f.exp. Força X velocidade).

AGILIDADE

Definição: Capacidade que o atleta tem em mudar de direção e sentido o mais rápido possível.

VELOCIDADE DE REAÇÃO

Definição: Capacidade de reagir a um estimulo num menor espaço de tempo. È uma forma de velocidade pura e depende do sistema nervoso central e de fatores genéticos.

COORDENAÇÃO

Definição: Também ligada diretamente as sistema nervoso central, capacitam o atleta para ações motoras em situação previsíveis (estereótipos) e imprevisíveis (adaptação) e para o rápido aprendizado e domínio de movimentos no esporte, fazendo com que os mesmos sejam executados com economia e precisão.

FLEXIBILIDADE

Definição: Capacidade de um atleta em executar movimentos de grandes amplitudes, ou sob forças extremas, ou ainda que requeriam a movimentação de muitas articulações.     

TREINAMENTO COM PESO

A força e a resistência anaeróbica aumentam com o treinamento com pesos, aumentando, portanto a explosão e a potencia.
A resistência anaeróbica aumenta devido às melhoras reservas de substratos e sistemas enzimáticos.
 O treinamento com pesos aumenta a resistência aeróbica, empurrando o limiar de lactato.

Explicação: Um goleiro mais forte usa mais fibras que um mais fraco. Quando se aumenta o nível de esforço o mais fraco vai recrutando cada vez mais fibras, enquanto o mais forte continua com as mesmas fibras, até chegar um momento em que o mais fraco vai precisar recrutar fibras brancas, iniciando a produção de lactato.

Atenção: A musculação com os goleiros não deve ser feita visando somente à hipertrofia, mas sim resistência muscular localizada, observando o seu planejamento para a competição vindoura.
Terá que ser feita diariamente após os treinamentos, um trabalho especifico de alongamento e flexibilidade. Assim, as chances do atleta ter alguma lesão muscular são muitas mais reduzidas.

ROTINAS SIMPLES DE ALONGAMENTO

  Uma vez determinados os movimentos que necessitam de uma boa flexibilidade, quais os métodos que serão utilizados para o seu treinamento e qual a amplitude adequada para cada um destes arcos, o preparador de goleiro montara, uma “rotina” de exercícios que serão utilizados cotidianamente, possibilitando sua memorização pelo goleiro, para o que, nos momentos psicologicamente desgastantes do período pré-agonistico, ele possa executar o procedimento correto de alongamento de forma automatizada.

Tranqüilizada o profissional envolvido com o treinamento desportivo de jovens, saber que o treinamento de flexibilidade não terá efeitos nefastos posteriores, pelo menos na coluna vertebral, conforme afirmam os estudos de raty et alii (1997). É importante relembrar que a flexibilidade, embora não seja uma qualidade física de importância prioritária na performance, se comparada com a força, a velocidade ou a resistência, ela está presente em quase todos os desportos. Por isso também causa surpresa se constatar que talvez seja ela a qualidade física menos estudada. Este fato pode fazer com que seu treinamento seja mais influenciado pro crenças e costumes do que por conhecimentos científicos.

O principio da especificidade faz com que o trabalho de flexionamento, ou de alongamento, realizado com atletas combine o flexionamento, ou de alongamento, realizado com atletas combine o componente geral com as exigências especiais de cada desporto.

Este fato faz com que, na prática, cada modalidade possua um tipo especifico de seqüência de exercício adequado.

 ALONGUA-SE DE MANEIRA CORRETA

Veja abaixo maneiras de melhorar a performance do goleiro usando a flexibilidade\alongamento como instrumento essencial no trabalho feito antes e após jogos e treinos.




FLEXIBILIDADE – MÉTODOS DE TRABALHO

Não se pode comparar a flexibilidade da população normal com a de atletas. Um alto grau de mobilidade em determinados movimentos articulares favorece o aprendizado ou aperfeiçoamento de alguns atos motores desportivos.

Estados de treinamento – influenciam direta do fenótipo sobre o genótipo fazendo com que indivíduos em fase inicial de treinamento tenham aumentada sua flexibilidade em qualquer idade em resposta ao treinamento (estimulo exógeno).

Atividade com meditação influencia o tônus neurogenico, a atividade basal e propiciam uma descontração, que vai interferir positivamente na melhora da flexibilidade.
Nem sempre é apropriado acreditar se maior a flexibilidade melhor à saúde músculo – articular.

Em exercício buscando saúde a segurança e a moderação é uma boa opção.

Quanto aos métodos de trabalho da flexibilidade:

Exercícios leves – levam ao aquecimento dos músculos e das estruturas articulares, provocando uma diminuição na viscosidade intracelular e intra-articular, alem de proporcionarem um considerável aumento da espessura da cartilagem articular, evitando assim seus desgaste e diminuir o risco de lesõãumento da espessura da cartilagem articular, evitando assim seus desgaste e diminuir o risco de leseinamento (estdo ou aperfeiçes.

Os exercícios de flexibilidade de baixa intensidade devem ser utilizados ao inicio e ao final de uma sessão de treinamento, seja de preparação física, técnica ou tática.

Métodos Ativos - Ao se exercitar SAE de uma posição precisa á outra, lentamente, permanecendo ao final por um período naquela posição.

Métodos Passivo - Movimentos com ajuda de um companheiro aparelhos ou gravidades.

Exercícios intensos - Aumentam o tônus miogênico agudo por acumulo de catabólicos e aumento da circulação local, provocando um encurtamento do músculo em questão, ao mesmo tempo em que  os proprioceptores sobrecarregados não respondem corretamente aos estímulos, aliados à diminuição de enzimas musculares e das concentrações de ATP no músculo, fazendo com que a capacidade de relaxamento fique retardada e aumentando os riscos de lesão.

Os exercícios de flexibilidade de alta intensidade só devem ser aplicados após um bom aquecimento, que deverá incluir exercícios de flexibilidade de baixa intensidade.

MÉTODOS ATIVOS:

Métodos Balísticos - Consiste em executar um movimento de forma explosiva, procurando de forma atingir o limite da articulação. Na medida em que o segmento se aproxima do limite articular, perde velocidade em função da resistência elástica dos componentes articulares. É muito suscetível a lesões, mas comum  em alguns esportes como lutas e dança.

Métodos de Insistência - É executado de forma menos explosivo que o primeiro, porém, ao final do movimento, quando os componentes elásticos e neuromusculares provocam o retorno do segmento à posição inicial, procura-se insistir o movimento de amplitudes máximas por varias vezes.

MÉTODOS PASSIVOS:

Movimentos com a ajuda de um companheiro aparelhos ou da ação da gravidade de acordo com a sensação subjetiva de dor.

Facilitação neuromuscular Proprioceptiva (Métodos ativo/passivo) - esse método é calcado no acionamento do fuso muscular durante a primeira fase, que ira provocar uma concentração volitiva, acionando órgão tendinoso de golgi, que irá provocar um relaxamento reflexo. O resultado desse método é um aumento de flexibilidade com grande trabalho de plasticidade. Os ganhos de flexibilidade são espantosos.

(O Tônus Muscular pode ser dividido em dois tipos de tônus muscular o Miogênico e o Neurogênico onde o tônus muscular miogênico (passivo) pode ser resultado de uma sessão de treinamento (Tônus muscular agudo) ou resultado de adaptações normais ao treinamento (Tônus muscular crônico).
O Tônus muscular neurogênico (ativo), é fruto da atividade reflexa do sitema nervoso em função de respostas á proprioceptores ou á somatização de estresse psíquico).

Outra classificação proposta de acordo com os seus métodos de execução:
 
Lento - Método lento é realizado o movimento de forma lenta e gradativa (passiva, assistida ou ativa) até alcançar a amplitude máxima, caracterizado pelo ponto de surgimento da dor ou desconforto.

Rápido - São os exercícios que são feitos em velocidade, alcançando rapidamente a amplitude máxima, quando esse exercício é feito com o uso deliberado da força da gravidade para maior velocidade, costuma-se denominar método balístico.

Apoiados na teoria (FNP) - Facilitação Neuronal Proprioceptiva - Exercício que se caracterizam por envolver duas ou mais fases onde há alternância de exercício ativo e passivo, objetivando conseguir um grau de amplitude articular maior do que o habitual à custa do relaxamento da estrutura contrátil muscular.